segunda-feira, 18 de março de 2019

A GENTE SE APAIXONA PELA FORMA COMO NOS TRATAM!

A GENTE SE APAIXONA
PELA FORMA COMO NOS TRATAM!

O amor é uma coisa de dentro, algo que atravessa o que há lá fora, adentrando por entre os poros, instalando-se dentro de nós, sem avisar, sem ser visto a olho nu. Nosso íntimo depende de atitudes, daquilo que sentimos, do que nos fazem sentir, para muito além dos olhos.

Num primeiro momento, somos atraídos pela pessoa, em vista de sua aparência, da harmonia entre seus traços, seus gestos, seu sorriso. O belo chama a atenção, em todos os setores de nossas vidas, sejam momentos, sejam objetos, lugares ou pessoas. No entanto, ponto pacífico, a beleza por si só não se sustenta, caso não se acompanhe de essência, daquilo que não vemos, mas é essencial.

Na verdade, o tempo somente deixa que fique em nós aquilo que nos toca o coração e a alma, de uma forma única e especial, e isso não tem nada a ver com roupas de grife, móveis vitorianos ou olhos azuis. Tanto é que, não raro, acabamos achando bonitas, com o passar do tempo, muitas pessoas que de início não nos chamaram a atenção por sua aparência.

Isso porque o amor é uma coisa de dentro, algo que atravessa o que há lá fora, adentrando por entre os poros, instalando-se dentro de nós, sem avisar, sem ser visto a olho nu. Nosso íntimo é assim mesmo, depende de atitudes, daquilo que sentimos, do que nos fazem sentir, para muito além dos olhos. O que nos toca fundo não é manipulado com os dedos, mas com o envolvimento afetivo que paira além das aparências.

O mais importante, nisso tudo, é sabermos com segurança aquilo que procuramos, bem como o que não queremos para nós. Se estivermos conscientes de que não poderemos receber menos do que merecemos, de que temos muito a compartilhar, a dividir, a somar, dificilmente traremos para junto de nós quem só suga, quem mente, quem não retorna nada. É preciso ver além do que os olhos enxergam, para perceber o que o outro tem a oferecer, em termos de verdade, de vontade de ser junto.

Precisamos levar sempre em conta a passagem do tempo, dos anos, que leva embora a rigidez dos músculos, a firmeza da pele, a força da coluna, além de muitos dos sonhos que acabam não se realizando. Porém, e isso não há de se negar, aquilo que for verdadeiro, os sentimentos profundos, a amizade, a cumplicidade e a ternura, isso ninguém nos rouba, nem o tempo, nem a morte.

O amor recíproco e intenso, sustentado além das aparências, resiste e persiste, tornando-nos para sempre vivos nos corações que se uniram com devoção transparente e felicidade sincera. É assim que o amor fica e é assim que nos tornamos eternos.

https://osegredo.com.br/gente-se-apaixona-pela-forma-como-nos-tratam/

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Ando cansado de fingir que está tudo bem

“Ando cansado de fingir que está tudo bem”

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Eu já não aguento mais algumas coisas, não porque me tornei arrogante, mas simplesmente porque não quero mais perder tempo com o que me desagrada ou machuca. Não tenho mais paciência para o cinismo, para as críticas excessivas e exigências de qualquer tipo. Não preciso agradar quem não gosta de mim, amar quem não me ama e sorrir para quem não me dá valor.

Não dedico um minuto sequer aos mentirosos que querem me manipular. Decidi não conviver mais com a hipocrisia, com a desonestidade e os elogios fúteis. Não tolero mais as conversas fúteis e sem conteúdo. Sigo meu coração porque odeio conflitos e comparações. Acredito em um mundo composto por pessoas e ideias diversas, por isso evito pessoas de caráter rígido e inflexível.

Os amigos devem ser leais; eu não entendo quem não sabe elogiar e incentivar. Os exageros me aborrecem e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais. E, acima de tudo, não tenho a paciência com quem não merece… Em algumas fases da nossa vida, fingir que está tudo bem para ser aceito socialmente perde o sentido. Sorrir, agradar a todos e tentar ser perfeito pode ser muito cansativo.

Nem tudo está sempre bem e da forma como desejamos, mas parece que somos obrigados a mostrar alegria, felicidade e tolerância com tudo e todos. Fingir é doloroso; chegou a hora de mudar.

Não finja sorrisos


Fingimos que tudo está bem, mesmo quando não temos motivos para estarmos felizes e contentes. Existem situações complicadas que nos deixam tristes e magoados. Essas emoções negativas não querem dizer que você não está saudável; é normal sentir tristeza com o coração partido ou com a doença de algum ente querido.

Não há nada mais doloroso do que tentar aparentar que tudo está bem quando algo nos incomoda por dentro. Isso acaba se voltando contra nós e nos sentimos muito angustiados.

Você sabia que oito em cada dez pessoas fingem estar bem quando estão tristes?

Nossas emoções acabam se embaralhando, nos intoxicam e nos sentimos confusos e frágeis. Tentamos enganar os outros e a nós mesmos.

Por essa razão, é necessário nos libertarmos da obrigação de estar sempre bem dispostos e mostrar como realmente estamos. É possível enganar todo mundo, mas é impossível enganar nossa consciência.

Tentar aparentar o que não somos causa desconforto e até mesmo doenças como a depressão, ansiedade, fadiga, desânimo, insônia, irritabilidade e muito mais.


Procure ser autêntico e demonstre como realmente está em todos os momentos. Aceite seus erros e não se envergonhe do seu passado.

A vida não exige perfeição, e sim felicidade. Aceite-se como é, reinvente a sua vida. Para ser feliz temos que aceitar nossas qualidades e defeitos.

A lição mais importante da vida é aprender a se conhecer melhor. Aceitar e amar, mesmo que para isso seja preciso desaprender algumas coisas e deixar ir muitas crenças que tivemos durante muitos anos. Abra os olhos e atreva-se a olhar para sua vida sem máscaras.

Texto de Raquel Aldana – Tradução e livre adaptação – Portal Raízes
https://www.coracaodeelastico.com/ando-cansada/

Nem Sempre Ficamos Com O Amor De Nossa Vida

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Nem Sempre Ficamos Com O Amor De Nossa Vida

Eu acredito em grande amor.
Mas falo e namoro como se não acreditasse.
Eu não tenho expectativas fúteis para romance. Eu não busco ficar nas nuvens. Eu sou um daqueles indivíduos raros, talvez um pouco cansados que realmente gosta de cultura de conexão e é feliz por viver em uma época em que a monogamia não é necessariamente a norma.
Mas eu acredito em grande amor, porque já tive um.

Eu tive esse amor que tudo consome. O amor do tipo “eu não posso acreditar que isso existe no mundo físico.”
O tipo de amor que irrompe em um incêndio incontrolável e então se torna brasa que queima em silêncio, confortavelmente, durante anos. O tipo de amor que escreve romances e sinfonias. O tipo de amor que ensina mais do que você pensou que poderia aprender, e dá de volta infinitamente mais do que recebe.
É amor do tipo “amor de sua vida”.
E acredito que funciona assim: Se você tiver sorte, conhecerá o amor de sua vida. Você estará com ele, aprenderá com ele, dará tudo de si mesmo a ele e permitirá que a sua influência te mude em medidas insondáveis. É uma experiência como nenhuma.
Mas aqui está o que os contos de fadas não vão te dizer – às vezes encontramos o amor de nossa vida, mas não conseguimos mantê-los.
Nós não chegamos a nos casar com eles, nem passar anos ao lado deles, nem seguraremos suas mãos em seus leitos de morte depois de uma vida bem vivida juntos.
Nós nem sempre conseguimos ficar com os amores de nossas vidas, porque no mundo real, o amor não conquista tudo. Ele não resolve as diferenças irreparáveis, não triunfa sobre a doença, ele não preenche fendas religiosas e nem nos salva de nós mesmos quando estamos perdidos.
Nós nem sempre chegamos a ficar com os amores de nossas vidas, porque às vezes o amor não é tudo o que existe. Às vezes você quer uma casa em um pequeno país com três filhos e ele quer uma carreira movimentada na cidade. Às vezes você tem um mundo inteiro para explorar e tem medo de se aventurar fora de seu quintal. Às vezes você tem sonhos maiores do que os do outro.
Às vezes, a maior atitude de amor que você pode possivelmente tomar é deixar o outro ir.

Outras vezes, você não tem escolha.
Mas aqui está outra coisa que não vão te falar sobre encontrar o amor da sua vida: não ficar com ele não desqualifica o seu significado.
Algumas pessoas podem te amar mais em um ano do que outras poderiam te amar em cinquenta anos. Algumas pessoas podem ensinar-lhe mais em um único dia do que outras durante toda a sua vida.
Algumas pessoas entram em nossas vidas apenas por um determinado período de tempo, mas causam um impacto que mais ninguém pode igualar ou substituir.

E quem somos nós para chamar essas pessoas de algo que não seja “amores de nossas vidas”?
Quem somos nós para minimizar a sua importância, para reescrever suas memórias, para alterar as formas em que nos mudaram para melhor, simplesmente porque nossos caminhos divergiram? Quem somos nós para decidir que precisamos desesperadamente substituí-los – encontrar um amor maior, melhor, mais forte, mais apaixonado que pode durar por toda a vida?
Talvez nós apenas deveríamos ser gratos por encontrarmos essas pessoas em tudo. Por termos chegado a amá-las. Por termos aprendido com elas. Por nossas vidas terem expandido e florescido como resultado de tê-las conhecido.
Encontrar e deixar o amor de sua vida não tem que ser a tragédia de sua vida. Deixá-lo pode ser a sua maior benção. Afinal, algumas pessoas nunca chegam a encontrá-lo.
Traduzido de Thought Catalog por Portal Raízes

https://www.portalraizes.com/amor-de-nossa-vida/




terça-feira, 24 de julho de 2018

Aprenda a não revidar, deixe que a vida faça isso por você.

Aprenda a não revidar, deixe que a vida faça isso por você.

Aprenda a não revidar, deixe que a vida faça isso por você. E ela sempre fará, porque ninguém sai dessa vida sem pagar a devida conta de seus atos. Quando o erro não é seu, apenas relaxe.


Não é fácil mantermos a calma quando existe alguém nos incomodando com maldade, agressividade, falsidade ou tudo isso junto. Parece que a energia negativa da pessoa contamina o ambiente e quem estiver por perto, fazendo com que todo mundo ao seu redor fique se rebaixando ao seu nível. E isso não faz bem para ninguém.

Um dos maiores favores que conseguiremos fazer para nós mesmos será conseguirmos ignorar, deixar quieto, deixar pra lá. Silenciarmos, enquanto o outro espera que gritemos e nos desequilibremos, tem uma incrível capacidade de neutralizar o peso que gente ruim carrega para lá e para cá. Como ocorre com tudo nessa vida, o mal, ao não encontrar reciprocidade, vai embora.

A vida anda difícil, sobrecarregada, retirando-nos as forças, enquanto nos equilibramos em meio à correria célere do cotidiano esmagador que nos preenche os dias. Poucos conseguem obter real prazer enquanto se dedica ao trabalho, num ambiente em que as pessoas estão se tornando cada vez mais complicadas. O mundo policia cada um de nossos atos, cada palavra que falamos e escrevemos, aguardando algum possível deslize que possa ser usado contra nós.

Com isso, confiamos pouco no outro, quase não nos abrimos com as pessoas, por medo, insegurança e cautela. E isso tudo vai se acumulando dentro da gente, tornando nossos passos cada vez mais pesados e solitários. A gente acaba não aguentando tanto sentimento represado dentro do peito e, muitas vezes, desconta em quem não merece. A gente se isola e vive a solidão em meio a uma multidão solitária.

Fonte: Resiliencia Mag
Por Prof. Marcel Camargo

https://www.paporetolive.com/2018/07/aprenda-nao-revidar-deixe-que-vida-faca.html

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Defesa da vida: por que o aborto não deve ser legalizado no Brasil


Defesa da vida: 

por que o aborto não deve ser legalizado no Brasil

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Esse texto é bem longo

https://especiais.gazetadopovo.com.br/defesa-da-vida-por-que-o-aborto-nao-deve-ser-legalizado-no-brasil/

Os 7 hábitos mentais das pessoas infelizes

Os 7 hábitos mentais das pessoas infelizes

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A felicidade pode se apresentar de tantas maneiras diferentes que pode até ser difícil de definir. No entanto, a infelicidade é fácil de identificar. Quantas pessoas infelizes você conhece? A felicidade tem menos a ver com as circunstâncias da vida do que parece, porque a felicidade está sob o controle de cada um muito mais do que pensamos. A felicidade é o produto dos nossos hábitos e da nossa visão da vida.
Quando a gente é infeliz é mais difícil estar próximo dos outros e mais ainda trabalhar com eles. A infelicidade leva as pessoas a se manterem longe, criando um círculo vicioso que as impede de conseguir tudo aquilo do que são capazes.
A infelicidade pode surpreendê-lo. Grande parte da sua felicidade é determinada pelos seus hábitos, tanto mentais quanto comportamentais. Portanto, cabe uma pergunta, o que é preciso observar para garantir que os seus hábitos não o arrastem para o abismo?
Hábitos das pessoas infelizes que perpetuam a infelicidade
Alguns hábitos conduzem à infelicidade mais do que outros. Por isso, é preciso ser especialmente cuidadoso com alguns deles. São os seguintes:
Culpar a todos exceto você mesmo
Em vez de assumir a responsabilidade de ação com a finalidade de criar uma vida melhor para si mesmo, a pessoa infeliz constantemente critica os outros, colocando toda a responsabilidade sobre seus ombros e culpando-os por tudo de errado na sua vida.
Reclamar ao invés de tomar atitudes
As pessoas infelizes gostam muito de reclamar. Além disso, elas constantemente focam no quão grandes são os seus problemas ao invés de tentar encontrar uma maneira de superá-los.
Enxergam-se como vítimas do seu destino
Na vida podemos escolher entre ser criadores ou vítimas. As pessoas infelizes optam pelo vitimismo. Elas acreditam que não têm o que precisam para criar uma diferença positiva em suas vidas, e por isso deixam de trabalhar pelos seus objetivos e se enchem de remorso e angústia.
Perdem o presente pensando no futuro e no passado
O momento presente é o único momento que realmente importa. O passado já foi e o futuro está por vir. É aqui e agora que realmente podemos viver. As pessoas infelizes sempre se preocupam com o futuro e não deixam de lado seu vínculo emocional com experiências passadas.
Ficar preso no jogo da competição
As pessoas são seres profundamente sociais, o que quer dizer que a alegria pode nascer da cooperação e do compartilhamento. No entanto, os que não são felizes não percebem que estão imersos na competição, sempre tratando de superar os outros com a finalidade de se sentirem melhor consigo mesmos. A única coisa que conseguem é tornarem-se miseráveis e estressados.

Dificuldade em confiar nas pessoas
Todos nós precisamos de amizade e amor nas nossas vidas para sermos felizes. Mas para termos relações íntimas ou amizades, precisamos ter um coração aberto e confiar nas pessoas. Quem é infeliz se sente inseguro porque não confia nos outros por medo de ser ferido ou ficar decepcionado.
Buscar constantemente a aceitação dos outros
A liberdade é um direito de nascimento de todos, mas devido à forma como fomos educados muitos de nós somos condicionados a acreditar que temos que ter a aceitação dos outros antes de fazer algo que desejamos.
Esse é o caso das pessoas infelizes que nunca pensam por si, nem agem por conta própria, mas seguem uma trajetória criada pelos outros, esforçando-se para cumprir certas expectativas. Isso apenas faz com que elas sintam um imenso sofrimento.
Ser pessimista
O pessimismo é o maior combustível da infelicidade. O problema em ter uma atitude pessimista é que ela se transforma numa profecia auto-realizável: se você espera que coisas ruins aconteçam, é provável que elas realmente ocorram.
Não se esforçar para melhorar
Devido ao fato das pessoas infelizes serem pessimistas e se sentirem fora do controle das suas vidas, elas tendem a sentar e esperar que a vida passe diante dos seus olhos. Ao invés de estabelecer objetivos, aprender e melhorar, elas avançam penosamente e logo se perguntam o porquê das coisas não mudarem nunca.
https://www.resilienciamag.com/os-7-habitos-mentais-das-pessoas-infelizes/

Esta é a melhor definição de um bom relacionamento

Esta é a melhor definição de um bom relacionamento

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Relacionamento: são duas pessoas imperfeitas que fazem o melhor que podem para ficarem juntas.
Esta é a melhor definição de um relacionamento bom, pra mim. Porque é REAL.
Nos apaixonamos por alguém, na maioria das vezes, porque esse alguém preencheu nossos pré requisitos visuais, nos atraiu fisicamente. Não sabemos se ele ou ela, é ativista do Greenpeace ou faz trabalho voluntário com idosos, nosso primeiro ímpeto é ativado pela beleza. Mas…a frase é velha e clichê mas continua valendo: A BELEZA NÃO PÕE A MESA. E o AMOR depende de muitos outros fatores, para acontecer.
Não adianta nada ser só bonito. Um sorriso lindo com uma alma feia. Corpos preenchem camas, mas não corações. O coração precisa de outro tipo de estímulo. A beleza física, cansa; enjoa. Uma alma bonita se torna cada dia mais bonita, quanto mais a conhecemos e esse é o verdadeiro amor desta vida. Não aquela paixão desmedida que se vai tão subitamente quanto veio. O amor é crescente, permanente. Embora não seja necessariamente ebulitivo todo o tempo, ao contrário da paixão, que ferve tanto que evapora.
A engrenagem de um relacionamento afetivo é delicada, e para que ela funcione sem emperrar, é preciso estar atento e realizar manutenção periódica e preventiva! Ela só funciona com as duas peças principais encaixadas, ou seja..mesmo que se queira amar por dois, na prática nunca funciona.
Os dois têm que estar empenhados em fazer dar certo. A vontade de se estar junto tem que ser maior que o orgulho. O ego tem que se calar, e muitas vezes há de se abdicar do troféu de campeão da discussão, em prol da harmonia. Amor é um tabuleiro esquisito… quem ganha, nem sempre ganha…e quem perde, às vezes se torna o grande vencedor.
Relacionamento é troca; parceria acima de romantismo. É um fazendo o melhor que pode, quando dá e o outro tendo a plena certeza disso. São os dois lados de uma balança, equivalente. Nenhum pode pender mais que o outro, se não, o lado em suposta desvantagem, vai se tornar muito cobrador e carente e o lado que está “ganhando” se sentirá pressionado e injustiçado. Por isso, a pesagem tem que ser constante e VERDADEIRA.
É mais que a obrigação cotidiana dos afazeres domésticos, das satisfações e rigidez com horários; é sobre o comprometimento emocional, a disposição, a capacidade de entrega. Amor é alquímico. E altamente reagente. O resultado desta alquimia depende do que nós adicionamos a ele. Se colocamos ciumes em demasia, ele explode. Se não colocamos nem 1 gotinha sequer, ele não mistura..Se adicionamos expectativas demais, ele se transforma em carência, se colocamos expectativas de menos, ele desanda por completo. Amor é um troço que quanto mais se dá, mais rico se fica. Quanto mais dividimos, mais ganhamos!
O amor é a matemática dos loucos!
Porque há de se ser louco para querer doar-se a outro alguém. Para fazer questão de ficar, quando se tem o mundo inteiro. Para se viciar num beijo…beijos são piores que cocaína. Falta de abraço, daqueles braços amados, provocam crises de abstinência seríssimas. Só os loucos amam com maestria. Ciências exatas não resolve a equação. Porque não se ama com a razão…
Um relacionamento são duas pessoas que decidiram ficar juntas, MESMO QUE…e não “ao menos que”, pois um relacionamento bom é incondicional, não tem que precisar de muitos motivos para existir. Ama-se o outro pelo modo que ele nos faz sentir, pela sensação que a sua ausência nos provoca, muito mais pelo que a sua presença é capaz de resolver. Ama-se, quando o outro já não possui mais muita coisa para nos oferecer. Ama-se além da serventia…
Ama-se, pois o amor é a pitada de magia no caos do dia a dia.
Ama-se pelo que se sabe muitíssimo bem, decorado na ponta da língua, e muito mais pelo que não se dá para descrever.
Ama-se, às vezes, sem querer, mas fica, somente quem muito quer e quem luta para isso acontecer.
Ama-se porque a sensação provocada no encontro dos pés frios embaixo dos lençóis à noite, supera instantaneamente todas as desavenças recém passadas.
Ama-se por tudo que se diz ao outro, tudo de bom que se ouve e principalmente por tudo aquilo em que os olhos roubam da boca e transformam as palavras em coisas inúteis para se dizer.
Ama-se pela paz que o outro proporciona à mente e ao espírito e por toda a inquietação que ele deixa o corpo…e pelo vice-versa que de vez em quando acontece.
Um bom relacionamento é aquele que mesmo com todas as diferenças e perrengues rotineiros, a gente ainda deita na cama, todas as noites, e agradece.
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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Síndrome Do Ninho Vazio

Síndrome Do Ninho Vazio: 

O Impacto Da Saída Dos Filhos De Casa Na Vida Dos Pais


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Ver seus filhos crescerem, construir suas vidas e consequentemente deixar a casa dos pais, é um processo natural da vida, mesmo sabendo que esse dia irá chegar, muitos pais não conseguem se preparar para o sentimento que virá com a casa vazia, acarretando assim, na síndrome do ninho vazio.

O que é a síndrome do ninho vazio?

A saída dos filhos da casa de seus pais é um processo natural, é apenas mais uma etapa de crescimento e evolução. O sentimento de solidão física ou mental que atinge os pais ou tutores quando seus filhos/as deixam seus lares é conhecida como a síndrome do ninho vazio. Independentemente de ser homem ou mulher, ter ou não emprego, ou algum outro interesse fora da família, essa etapa evolutiva faz com que os pais se sintam profundamente abatidos, gerando problemas físicos e emocionais.
Os sintomas variam de pessoa para pessoa, pode causar tristeza, vazio, sensação de inutilidade, incapacidade de concentração, fadiga, preocupação excessiva, e até sentimento de culpa. O processo de adaptação é lento, pois toda a rotina de convivência será modificada, o que poderá causar crises entre os membros familiares envolvidos. É uma fase difícil até mesmo para alguns pais que se sentem satisfeitos por terem cumprido seus papéis para a independência dos filhos.
Bem Estar, entrevistou uma mãe que passou por isso e superou, e também uma psicóloga especializada, esperamos que se inspire, confira:
Apesar de sentir-se realizada ao ver a única filha casar e estruturar uma nova vida, Hebe desmoronou quando se viu sozinha em casa, em 2017.
“Quando eu falava dela, sentia uma vontade incontrolável de chorar. A razão dizia que eu precisava construir novos laços, mas o sentimento era de não querer conversar com outras pessoas”, conta Hebe, hoje com 52 anos e viúva há 13.
Formada em Economia, ela trabalha como bancária há 29 anos em Jundiaí (SP). Apesar de gostar do trabalho, não conseguia lidar com a solidão e sentiu dificuldades para recriar a rotina, agora voltada para si e não mais para a filha Ana Carolina.
“É difícil não ter mais uma pessoa para cuidar e conversar. Eu não fazia muita coisa sozinha, a maioria do meu tempo era para ela, com ela e por ela”, diz Hebe. “Ela tinha atividades durante o dia, mas a gente sempre conversava quando ela chegava em casa, mesmo que fosse tarde da noite. Eu não ficava totalmente sozinha.”
Após a saída da filha, Hebe começou a apresentar sintomas depressivos: só saía de casa para trabalhar e visitar os pais, sentia dores intensas no corpo e vontade constante de chorar.
Em abril de 2018, após 11 meses, Hebe decidiu buscar uma psicóloga e foi diagnosticada com a síndrome do ninho vazio (SNV), caracterizada pelo sofrimento dos pais após o esvaziamento da casa pela saída dos filhos.
“Abri mão das minhas coisas pensando apenas nela. A gente se apega e acaba se esquecendo um pouco da gente”, afirma.
Apesar de não se arrepender da dedicação à filha, Hebe hoje reconhece a importância de buscar outras atividades de seu interesse e de construir a si mesma em outros papéis além da maternidade.
“Se eu já tivesse feito isso antes dela sair, talvez não sentisse tanto essa ausência. Não é largar os filhos, mas criar vida além deles.”
Se antes esperava convites para sair de casa, agora Hebe busca viver de outra maneira. “Chorava a ausência dela e pensava que alguém poderia me convidar para sair. Agora não fico mais lamentando e tento convidar as pessoas”, conta.
Hoje, Hebe acompanha Ana Carolina por telefone e nos almoços de fins de semana. Apesar de ainda sentir falta da filha, ela considera que o contato não se perde: apenas se transforma. “Os filhos precisam seguir o caminho deles e nós que temos que buscar o nosso, sem a presença deles tão constante.”

Dificuldades para diagnosticar

Segundo a psicóloga Adriana Sartori, mestra no tema pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), a síndrome do ninho vazio (SNV) começa como uma tristeza leve e pode evoluir até a depressão.
“Só se pode falar em SNV quando esse sofrimento se estende por mais de seis meses e impossibilita os pais de continuarem sua rotina com o mesmo prazer que tinham antes dos filhos saírem”, explica a psicóloga.
Ela afirma que há poucos estudos sobre o tema no Brasil e que a síndrome é difícil de ser diagnosticada, pois costuma ocorrer simultaneamente a outros processos desafiadores – como a aposentadoria, o envelhecimento e o adoecimento dos próprios pais.
Outro fator que dificulta o diagnóstico é a falta de um prognóstico adequado que investigue os fatores emocionais por trás dos sintomas físicos comumente apresentados por pacientes com a SNV, como cansaço e dores musculares extremas.
“As políticas públicas de saúde no Brasil enxergam tudo separadamente. Sem verificar se há um ninho vazio, o tratamento para um quadro depressivo pode ser ineficiente e o paciente voltará”, avalia Sartori.
Em sua pesquisa de mestrado, a psicóloga conversou com muitos pais que acabaram buscando em casas de bingo um conforto para a solidão do ninho vazio e constatou que, quanto mais intensa a SNV, mais graves serão os sintomas de vício em jogo.
“Se um pai ou uma mãe já tiver dificuldades prévias de controlar os impulsos, o esvaziamento da casa aumenta o risco de eles desenvolverem outros transtornos de impulsividade, como a cleptomania, a automutilação e o consumo intenso de comidas ou álcool”, afirma a pesquisadora.

Diferença entre gêneros

Ainda que as mulheres tenham conseguido maior inserção no mercado de trabalho nas últimas décadas no Brasil e tenham outras responsabilidades além da criação dos filhos, a síndrome do ninho vazio ainda é mais frequente entre as mães.
“Hoje, é comum encontrarmos pacientes homens falando do ‘vazio’ após a saída dos filhos. Mas as mulheres ainda são mais atingidas pela síndrome por passarem mais tempo do que eles na criação dos filhos e manutenção da casa”, argumenta Sartori.
Segundo dados do IBGE, em 2016 as mulheres dedicavam uma média de 18 horas semanais a cuidados de pessoas ou afazeres domésticos, 73% a mais do que os homens (10,5 horas).
A psicóloga explica que a menopausa é outro fator que diferencia o impacto da SNV entre homens e mulheres. “Quando elas ocorrem simultaneamente, a síndrome intensifica sintomas negativos da menopausa, como ansiedade, cansaço, depressão e alterações na libido, memória e humor”.

Preparar a saída

O sofrimento causado pela SNV não se relaciona somente à saudade e a solidão dos filhos, mas também à falta de preparação prévia dos pais para essa fase da vida.
“A prevenção é sempre o melhor remédio. As pessoas precisam começar a se preparar para essa fase e buscar outras vivências além dos filhos: sair com amigos, praticar atividades físicas, estudar, viajar. Falta de saúde social também faz adoecer”, afirma Sartori.
Ela diz que o esvaziamento da casa pode ter impactos diferentes sobre o casamento dos pais dependendo da maneira como eles construíram a relação.
“Não é difícil haver divórcios nessa fase porque muitos não suportam a pressão de se ver frente a frente com o parceiro. Perderam a intimidade, não sabem o que o outro gosta e só se enxergam como pai e mãe. Tudo isso faz o casamento perder sentido.”
Ela aponta, porém, que há também casais que se fortalecem e usam o tempo antes dedicado ao filhos para buscar novas atividades juntos. Foi isso o que aconteceu com a aposentada Francisca de Oliveira Pereira, de 74 anos.
“Quando ficamos só nós dois, os horários começaram a se alinhar e tínhamos mais tempo juntos, inclusive para namorar”, lembra Francisca, viúva desde 2015.
Antes disso, porém, a cada vez que um filho saía de casa para estudar ou trabalhar em outra cidade, ela se trancava no banheiro para chorar escondida. Quando o último filho saiu, Francisca decidiu voltar a estudar. Primeiro, concluiu o ensino médio e depois, aos 45 anos, cursou quatro anos de magistério.
“Fui estudar para suprir a falta deles. Foi bom porque eu tinha uma ocupação e melhorei meu português”, conta ela, que usou sua nova formação para passar dois anos como professora voluntária em um curso de alfabetização de jovens e adultos em sua cidade, Presidente Epitácio (SP).
https://www.portalraizes.com/sindrome-do-ninho-vazio/

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Pessoas Boas Perdoam Mil Vezes, Mas, Quando Vão Embora, Nunca Mais Voltam

Pessoas Boas Perdoam Mil Vezes, Mas, Quando Vão Embora, Nunca Mais Voltam


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Uma coisa é certa: não há quem abuse da bondade do outro pelo tempo que quiser, pois chega um momento em que as forças e a paciência acabam, ainda que haja amor, afetividade e carinho.
Em um mundo cada vez mais distorcido em seus valores e princípios, torna-se mais difícil saber em quem confiar, em quem depositar esperanças, uma vez que máscaras fazem parte da vestimenta de muita gente. E acabamos, muitas vezes, dando de cara contra o muro, simplesmente por julgarmos os corações alheios de acordo com os nossos. Infelizmente, ser bom demais se tornou perigoso.
Existe, no contexto de hoje, uma necessidade de se dar bem em todos os setores, mesmo que por meio de vantagens indevidas, de caminhos duvidosos, como se os fins justificassem quaisquer meios. Nessa toada, a lealdade e o comprometimento com o outro acabam por ser algo a não se prender, pois o que importa mesmo é galgar os degraus da ascensão social, ascensão no trabalho, no emprego, na vida, o que torna as relações humanas cada vez mais frágeis e vazias.
Mesmo assim, muita gente ainda quer acreditar no ser humano, na amizade verdadeira, no amor, na afetividade sincera.
Muita gente ainda persiste no propósito de ser feliz sem machucar ninguém, sem trair, sem maldizer, sem ferir o outro, colocando-se no lugar das pessoas com quem convive. E é assim que a gente se ferra, simplesmente porque várias pessoas acabarão confundindo nossa solicitude com servidão, abusando do que temos a oferecer.
Pessoas positivas e capazes de entender o outro acabam perdoando com mais facilidade, retomando o que havia com esperança renovada e acreditando na capacidade de o ser humano se reinventar e melhorar a cada dia, aprendendo com os próprios erros. No entanto, sempre haverá quem não valoriza o perdão que recebe, como se todos fossem obrigados a perdoar e perdoar sempre que ele vacile. Muitos não refletem e jamais mudarão, afinal, para eles é o mundo que está errado, eles não.
Uma coisa é certa: não há quem abuse da bondade do outro pelo tempo que quiser, pois chega um momento em que as forças e a paciência acabam, ainda que haja amor, afetividade e carinho.
Pessoas boas perdoam infinitas vezes, porém, quando desistem, acabam desistindo por completo. Então já era, não haverá mais volta, perdão ou chance alguma. Pelo menos isso.
https://www.portalraizes.com/pessoas-boas-perdoam-mil-vezes/



quinta-feira, 5 de abril de 2018

Amor Que Não É Demonstrado Não Serve Para Nada

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Amor Que Não É Demonstrado 

Não Serve Para Nada

Quando você opta por não externar a sua raiva em alguém que a desencadeou, você está sendo sensato, evitando vários transtornos ou até mesmo prejuízos das mais diversas ordens. Não significa que você deva engoli-la, pois isso poderá ser nocivo à sua saúde emocional ou mesmo física. Contudo, existem várias estratégias para você extravasar esse sentimento. Você pode praticar esportes, escrever sobre ela, chorar, desabafar com alguém, enfim, ela poderá ser elaborada de uma forma que não deixe consequências tão desagradáveis. A raiva é uma energia muito densa que pode ser canalizada para algo construtivo, acredito. Ela pode, sim, ser ressignificada.
E o amor? Ah, ele segue na contramão da raiva. O amor requer explicitude, para surtir algum efeito. Você pode e deve externá-lo, do contrário, ele não servirá para absolutamente nada. Amor guardado, estocado, é desperdício. Como assim, o mundo tão faminto de afeto e alguém retendo amor? Não, não pode! De nada adianta você ter as melhores intenções, ou um grande sentimento por algo ou alguém e não demonstrá-los, não praticá-los.
Uma das frases mais deprimentes que já ouvi, em forma de desabafo, foi: “eu gostava muito dela, mas nunca quis demonstrar, eu gostava do meu jeito”. Nossa, quanta mesquinhez desse ser. Negou a alguém a experiência de sentir-se amado, uma das experiências mais ricas dessa vida.
Por acaso, demonstrar amor custa dinheiro? Ainda que custasse, valeria o investimento, acredito. Ah, pasmem-se, no caso do desabafo que ouvi, o rapaz mantinha um relacionamento “amoroso” com uma mulher, mas era bem frio com ela, ele fazia questão de agir assim. Relação amorosa onde o amor não pode ser demonstrado, compreende a complexidade? Obviamente, o relacionamento chegou ao fim, a parceira estava desnutrida de afeto. O autor do desabafo confessou-me que não demonstrava gostar da parceira por entender que ela ficaria muito convencida ao sentir-se amada. Ele nutre a crença de que se alguém demonstra amor, ele será humilhado e desvalorizado por isso. Aquela insanidade de acreditar que mulher precisa sentir-se insegura quanto ao sentimento do parceiro.
Quase chorando, um deles me confessou: “eu amo tanto aquela mulher, eu faria qualquer coisa para tê-la de volta”. Então, perguntei-lhe: para quê? Para continuar matando a mulher de fome de afeto? Relaxa que ela já deve estar banqueteando por aí, aquilo que você negou intencionalmente, ela encontrará com fartura e eu torço por ela. Você deve estar me achando um poço de insensibilidade diante do desabafo do rapaz, né? Calma, não é bem assim, eu não agiria assim se não tivesse motivos. Esse moço, por diversas vezes, me colocou a par das grosserias que ele aprontou com a namorada. E eu sempre o alertava, eu sempre tentava orientá-lo afim de que ele repensasse a forma como ele se portava em seu relacionamento. Não foi falta de aviso. Contudo, ele pagou para ver e agora chora o leite derramado.
O amor que é negado, ocultado, disfarçado ou negligenciado não gera frutos, não surte efeito algum. Acredito que a maioria das pessoas já experimentou a indescritível sensação de sentir-se amado. Quase todo mundo carrega, em seu baú de nostalgias, um amor adolescente, ainda que não tenha sido tão recíproco, o alvo de um amor demonstrado nunca vai esquecer, pois o amor deixa sempre as digitais onde ele toca. E aquele que amou e demonstrou, ainda que não teve o retorno desejado, tem história para lembrar e contar.
Amor bom é amor demonstrado. Amor bonito é amor escancarado. Ele é uma espécie de remédio que não pode ser servido à conta gotas, é para servir sem moderação, a qualquer hora, em qualquer lugar. Não existe risco de super dosagem, tampouco de reações adversas. O amor, apesar de valioso, não custa dinheiro e é multiplicado a cada vez que você divide. Por favor, se você gosta, demonstre. O outro não tem bola de cristal e, o amor é expresso em atitudes.
De: https://www.portalraizes.com/amor-que-nao-e-demonstrado-nao-serve-para-nada/

sábado, 24 de março de 2018

Arnaldo Jabor - Os Gaúchos

Arnaldo Jabor 

O Rio Grande do Sul é como aquele filho que sai muito diferente do resto da família. A gente gosta, mas estranha. O Rio Grande do Sul entrou tarde no mapa do Brasil . Até o começo do século XIX, espanhóis e portugueses ainda se esfolavam para saber quem era o dono da terra gaúcha. Talvez por ter chegado depois, o Estado ficou com um jeito diferente de ser.

Começa que diverge no clima: um Brasil onde faz frio e venta, com pinheiros em vez de coqueiros, é tão fora do padrão quanto um Canadá que fosse à praia. Depois, tem a mania de tocar sanfona, que lá no RS chamam de gaita, e de tomar mate em vez de café. Mas o mais original de tudo é a personalidade forte do gaúcho. A gente rigorosa do sul não sabe nada do riso fácil e da fala mansa dos brasileiros do litoral, como cariocas e baianos. Em lugar do calorzinho da praia, o gaúcho tem o vazio e o silêncio do pampa, que precisou ser conquistado à unha dos espanhóis.

Há quem interprete que foi o desamparo diante desses abismos horizontais de espaço que gerou, como reação, o famoso temperamento belicoso dos sulinos.
É uma teoria - mas conta com o precioso aval de um certo Analista de Bagé, personagem de Luis Fernando Veríssimo que recebia seus pacientes de bombacha e esporas, berrando: "Mas que frescura é essa de neurose, tchê?"

Todo gaúcho ama sua terra acima de tudo e está sempre a postos para defendê- la. Mesmo que tenha de pagar o preço em sangue e luta.
Gaúcho que se preze já nasce montado no bagual (cavalo bravo). E, antes de trocar os dentes de leite, já é especialista em dar tiros de laço. Ou seja, saber laçar novilhos à moda gaúcha, que é diferente da jeito americano, porque laço é de couro trançado em vez de corda, e o tamanho da laçada, ou armada, é bem maior, com oito metros de diâmetro, em vez de dois ou três.

Mas por baixo do poncho bate um coração capaz de se emocionar até as lágrimas em uma reunião de um Centro de Tradições Gaúchas, o CTG, criados para preservar os usos e costumes locais. Neles, os durões se derretem: cantam, dançam e até declamam versinhos em honra da garrucha, da erva-mate e outros gauchismos. Um dos poemas prediletos é "Chimarrão", do tradicionalista Glauco Saraiva, que tem estrofes como: "E a cuia, seio moreno/que passa de mão em mão/traduz no meu chimarrão/a velha hospitalidade da gente do meu rincão." (bem, tirando o machismo do seio moreno, passando de mão em mão, até que é bonito).

Esse regionalismo exacerbado costuma criar problemas de imagem para os gaúchos, sempre acusados de se sentir superiores ao resto do País.

Não é verdade - mas poderia ser, a julgar por alguns dados e estatísticas.
O Rio Grande do Sul é possuidor do melhor índice de desenvolvimento humano do Brasil, de acordo com a ONU, do menor índice de analfabetismo do País, segundo o IBGE e o da população mais longeva da América Latina, (tendo Veranópolis a terceira cidade do mundo em longevidade), segundo a Organização Mundial da Saúde. E ainda tem as mulheres mais bonitas do País, segundo a Agência Ford Models. (eu já sabia!!! rss) Além do gaúcho, chamado de machista", qual outro povo que valoriza a mulher a ponto de chamá-la de prenda (que quer dizer algo de muito valor)?
Macanudo, tchê. Ou, como se diz em outra praças: "legal às pampas", uma expressão que, por sinal, veio de lá.

Aos meus amigos gaúchos e não gaúchos, um forte abraço!

Arnaldo Jabor - Os Gaúchos

A Vida nos trata como tratamos nossa mãe!

A Vida nos trata como tratamos nossa mãe!


Autor Roberto Debski
Segundo Bert Hellinger, psicoterapeuta criador das Constelações Familiares, e formulador das Leis Sistêmicas do Amor e da Vida, “O sucesso tem a face da mãe”.
Quem não conquista o sucesso na vida, entendendo-se sucesso como ter relacionamentos afetivos amorosos e enriquecedores para ambos, uma relação saudável com o dinheiro, conquistar seus objetivos, realizar-se e ser feliz na vida, sentir-se seguro, é porque “não tomou sua mãe”.
Tomar a mãe significa aceitá-la plenamente, sem julgamentos, amorosamente no coração, independentemente de como tenha sido sua criação, educação e relação com ela, se sentiu-se ou não amado o suficiente ou da maneira que imagina “adequada”, se foi castigado injustamente, preterido ou mesmo abandonado.
Conheço muitas pessoas, amigos, alunos, pacientes, que ouvindo essas palavras, com expressão angustiada, de raiva ou sofrimento, afirmam ser uma tarefa impossível! Não conseguem, e muitos afirmam sinceramente que não querem, abrir-se para esta aceitação. Carregam mágoas profundas, cicatrizes mal formadas que encobrem superficialmente feridas crônicas e incuráveis da alma.
Porém, não há como dizer sim à Vida, sem a aceitação, e antes de dizer SIM a ela, nossa mãe. A Vida nos foi entregue através da mãe, nascemos de suas entranhas, de sua carne. Nosso corpo foi forjado em seu ventre, através do alimento ingerido por ela e que tomamos para nós. Esses nutrientes nos permitiram evoluir a partir do momento da concepção, quando duas células, mãe e pai, se tornaram somente uma, EU, através de um ato de amor da Vida, para para trilhões de células no momento do nascimento.
O oxigênio que nos manteve vivos, foi inspirado através de seus pulmões. O ritmo pulsante e tranquilizador que nos embalou durante os nove meses que em seu ventre fomos carregados, vinha das batidas de seu coração.
As emoções que sentíamos e nos envolviam, tanto as ruins que refletiam medos, incertezas e angústias, como as boas que carregavam os sonhos, esperanças, desejos e ideais, vieram de sua alma, e do campo familiar do qual ela fazia parte, e já nos envolvia, campo sistêmico que reverbera as experiências de milhares de pessoas que vieram antes de nós, as quais nos constituem incondicionalmente.
Revoltar-se, ter restrições, julgar ou criticar a mãe (ou também o pai, o que traz outras implicações) significa que nos julgamos maiores que ela, o que vai contra a lei da Hierarquia, significa também excluí-la o que vai contra a lei do Pertencimento e resulta em não realizar uma troca amorosa pois recebemos a Vida também através dela, o que vai contra a lei do Equilíbrio de Troca.
Em resumo, com a escolha e atitude de não aceitar nem tomar plenamente a mãe, deixamos de vivenciar as três Ordens do Amor, as principais e fundamentais Leis dos relacionamentos e da Vida.
O resultado é a criação e/ ou a continuidade do fenômeno transgeracional de emaranhamentos familiares, e o consequente fracasso em conquistar um destino de Sucesso, e uma Vida plena e feliz.
A partir da ampliação da consciência sobre esses temas, da aceitação de tudo e de todos como são, dizemos SIM à Vida, podemos transformar essa realidade, cumprir nossa missão pessoal, e enfim viver um destino saudável, com efeitos curativos em todo nosso sistema.
Viva a Vida!
Fontes: Obras de Bert Hellinger; conteúdo do curso de formação “Consciência Sistêmica”, reflexões do autor
https://www.resilienciamag.com/vida-nos-trata-como-tratamos-nossa-mae/

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Conta e Tempo - Um Poema de Frei Antonio das Chagas - 1631-1682

    Conta e Tempo
Frei Antonio das Chagas (1631-1682)
Deus pede hoje estrita conta do meu tempo.
E eu vou, do meu tempo dar-Lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta.
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para ter minha conta feita a tempo
O tempo me foi dado e não fiz conta.
Não quis, tendo tempo fazer conta,
Hoje quero fazer conta e não há tempo.

Oh! vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passa-tempo.
Cuidai, enquanto é tempo em vossa conta.

Pois aqueles que sem conta gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo.