terça-feira, outubro 03, 2017

Os 79 hábitos das pessoas altamente eficazes, segundo a internet

Os 79 hábitos das pessoas altamente eficazes, segundo a internet
Levantamos em artigos online conselhos para render mais no trabalho. 
Como se isso fosse uma coisa boa
É Saul Goodman um modelo de eficiência e produtividade? Não acho
É Saul Goodman um modelo de eficiência e produtividade? Não acho
Stephen R. Covey é o autor de Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, livro publicado em 1989 que já vendeu mais de 25 milhões de cópias. Com a chegada da Internet, podemos ser muito mais eficazes do que costumávamos. Tanto, que sete hábitos nos parecerão poucos. Por que nos conformamos com um número tão baixo? Se somos realmente eficazes, certamente podemos fazer mais. Dez vezes mais, pelo menos.
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Ou é o que parece ao lermos artigos sobre produtividade: existem dezenas de conselhos para render ainda mais no trabalho, como se isso fosse uma coisa boa. Apesar de algumas dessas recomendações serem incompatíveis entre si, enumeramos as 79 que nos parecem melhores. Se você conseguir aplicar pelo menos 55, se transformará no Tony Stark. As primeiras sete, claro, são as de Covey. Vamos começar pelos clássicos.
1. Seja proativo. Covey é um dos culpados pela popularização desse termo. Significa tomar a iniciativa e não esperar ordens.
2. Comece a trabalhar com um objetivo em mente.
3. Estabeleça prioridades, diferenciando o urgente do importante.
4. Pense no win-win, ou seja, em estratégias que possam beneficiar todas as partes implicadas. Covey, você é milionário, mas causou muito dano.
5. Primero compreenda e depois seja compreendido. É preciso aprender a se comunicar.
6. Sinergia. Esse termo demorou para aparecer, fala sobre aproveitar as possibilidades de uma equipe bem organizada.
7. Afie a serra. Significa continuar aprendendo, não afiar literalmente uma serra, coisa que seria, paradoxalmente, uma perda de tempo. A não ser que você seja carpinteiro, claro. Nesse caso, o conselho também pode ser seguido ao pé da letra.
9. Sem apertar o botão de soneca, você acordará pior.
10. A Forbes recomenda usar as manhãs para centrar-se em você mesmo.
11. As manhãs merecem um capítulo à parte. Se você não sabe como aproveitá-las, recomendamos a leitura de um artigo de Verne com todas as 54 coisas que você deveria fazer antes das 8 da manhã.
12. Faça uma lista das coisas que precisa fazer.
13. Com três objetivos muito claros.
14. Não basta colocar objetivos diários. É preciso estabelecê-los por hora.
15. Também precisaremos de uma lista semanal e uma mensal.
16. Faça outra lista no final do dia com pelo menos oito objetivos para o dia seguinte, segundo o New York Times.
17. Mas não os anote no papel. Nada de papel.
18. Não, espere, é melhor no papel.
19. Anote todas as suas ideias. Se for preciso, leve sempre um bloco de anotações com você. Cheio de listas. Você também precisa de uma lista com todas as suas listas.
20. Não diga “sim” o tempo todo e para todo mundo. Tudo bem? Como "sim"? Mas o que acabamos de dizer?
21. Quando disser “não”, o faça com elegância. Em francês, por exemplo.
22. Diga não às distrações. Sempre. O site Entrepreneur é incisivo contra as distrações. Ainda que seja muito difícil evitá-las. Por exemplo, aqui está o Tetris online.
23. Mas dê uma volta de cinco minutos a cada hora trabalhada, como recomenda o New York Times.
24. Ou levante-se da cadeira a cada duas horas, segundo a CNN.
25. Leia algo novo todo dia, continua o Entrepreneur, que acrescenta:
26. É preciso saber quando descansar.
27. De fato, descanse mais.
28. E mais, tire uma soneca no escritório.
29. Dedique um tempo concreto do dia ao e-mail, mas desative as notificações.
30. Estabeleça um tempo limite para cada tarefa.
31. Mas termine-as. Como? Sendo efetivo, que pergunta.
32. E não faça nada que não goste.
CHEFE: Jaime, acabou aquele serviço que te passei?
JAIME: Que nada, não fiz. É que não gostei dele.
33. Siga a regra 80/20: 20% de suas ações produzirão 80% dos resultados, dizem o Entrepreneur e a Forbes, falando da famosa Lei de Pareto.
34. Pense grande, diz o site Inc.
35. Pense a longo prazo, diz o Inc no mesmo artigo.
37. Aprenda a delegar. Essa é fácil, mas somente em parte. Eu queria delegar o resto da lista a um colega, mas ele não quis.
38. Não acumule tarefas pendentes, também diz o Entrepreneur. Gosto muito dessa porque basicamente consiste em dizer que para ser eficaz é preciso ser eficaz.
39. Encontre sua própria voz e faça com que sua voz inspire outros para que encontrem as suas, recomenda o Vida Positiva. Minha voz está dentro da boca. Busque aí.
40. Recompense os funcionários que mais se esforçam com cursos de formação. Socorro!
41. Monitore o workflow ou, em português, observe se as tarefas estão sendo feitas porque assim que você se distrai, aqui ninguém faz nada, passam o dia no Facebook.
42. Faça o mais difícil o quanto antes, aconselha o Fast Company.
44. Ou não, aqui dizem que existe uma forma inteligente de aplicá-la. Existem tarefas que são compatíveis, como “ler um e-mail e tomar notas enquanto espera para falar com alguém no telefone”.
45. Bloqueie os sites que te distraem, especialmente as redes sociais. Mas não o Verne, cuidado com isso.
47. É preciso saber a diferença entre o importante e o urgente, como diz o Fast Company e já dizia Covey. Exemplo: o que o seu chefe te disse para fazer pode ser muito importante, mas corrigir alguém no Twitter é URGENTE. Pessoas estão retuitando sem pensar no que fazem.
48. Essa publicação do Quora vai além. É preciso diferenciar entre o 1) importante e urgente, 2) importante, mas não urgente, 3) não importante, mas urgente e 4) nem importante nem urgente. A ordem em que você precisa resolver esses assuntos é 1, 3 e depois o 2, o que por sua vez contribui para reduzir o volume do 1 e 3. Acho que se referem aos seus filhos no 4.
49. Aproveite o tempo sempre, aconselha o Fast Company. Seu voo atrasou meia hora. Então responda e-mails. O HuffPost diz o mesmo: tem dois minutos livres? Aproveite-os, preguiçoso.
50. Trabalhe mais do que todos, diz o Life Hack. Talvez existam pessoas mais capazes do que você, mas você pode vencê-los em sofrimento.
51. Mas não seja invejoso, acrescentam.
52. Mas acontece que você pode procrastinar. Dizíamos isso em ICON, também demos nossa contribuição ao tema (desculpem).
53. Os e-mails precisam ser curtos e concisos: não é preciso enviar um parágrafo quando uma frase é suficiente. Não só você perde o seu tempo como também o destinatário, dizem no Club-MBA. Palavras? Palavra! Suficiente! Mais? Desnecessário! Uma! Pronto! Mais? Não! Gente! Concisão!
54. Use atalhos de teclado. Pense que sempre que você aperta crtl + b no World ao invés de clicar no ícone do disquete você está economizando, sei lá, um segundo inteiro. Se o fizer 70 ou 80 vezes já pode responder um ou dois e-mails.
55. Peça aos seus chefes que te deem mais trabalho. Segundo esse site, é a chave para se ter mais energia.
56. Mas é preciso trabalhar 52 minutos e descansar 17, para seguir os ritmos de atenção de seu cérebro. Bem que poderia ser o contrário.
57. Mas aqui dizem para trabalhar 25 minutos e fazer pausas de 5. Poderia ser o contrário também.
58. E mais, trabalhe de acordo com seus ritmos circadianos.
59. E sente-se com o que em inglês se chama “power poses”, posturas de autoridade.
Os 79 hábitos das pessoas altamente eficazes, segundo a internet
60. Medite.
61. Vá somente a reuniões que tenham um objetivo claro. Ou seja, nenhuma.
62. Certo, você precisa comer. Então aproveite e coma coisas boas ao cérebro. Segundo esse texto do Quora, mirtilos, frutas secas, sementes, verduras de folhas verdes, abacates e chocolate amargo. Imaginamos que não é para comer tudo ao mesmo tempo. Mas por que não? Uma superbatida supereficaz para seu cérebro.
63. Esse mesmo texto recomenda beber café “estrategicamente”, ou seja, quando seus níveis de cortisol baixam: entre 9h30 e 11h30 da manhã e 13h30 e 17h. É mais complicado para quem não acorda antes e precisa de café assim que sai da cama.
64. Não coma “muito açúcar”. Ao que parece, o ideal são 25 gramas de glicose.
65. Aprenda, portanto, a contar gramas de glicose.
66. Antes de comer, corra 30 minutos.
68. Deixe janelas em sua agenda. “Às vezes uma reunião se alonga. Às vezes você só precisa de tempo para pensar”, diz o Fast Company. Às vezes, acrescento, o chefe te procura e te acha escondido no banheiro.
69. Renuncie a objetivos e tarefas que sejam uma perda de tempo. Tem permissão para deixar de ler esse artigo, mas ainda falta muito para aprender.
71. Trabalhe menos, diz o Fast Company em outro artigo que também propõe o seguinte:
72. Ignore o celular.
74. E também não o tenha por perto quando dormir, diz o Business Insider.
75. Use sempre a mesma roupa, como Mark Zuckerberg. (Nota importante: peças diferentes da mesma roupa, não as mesmas peças todos os dias).
77. Faça queixas aos seus chefes, mas ofereça uma solução ao problema. Exemplo: “Tudo está ruim. É preciso colocar fogo no prédio e fugir à Suíça”.
78. O dia só tem 24 horas? Os FRACOS pensam assim. O Business Insider nos lembra que essa maneira de pensar é uma armadilha. É preciso pensar em semanas de 168 horas. Efetivamente, estão incluindo o final de semana.

79. Você vai morrer, lembre-se. A ideia do Life Hack é que levemos em consideração que nosso tempo na Terra é limitado e que o melhor é aproveitá-lo o máximo para tornar realidade todos os sonhos de nossos chefes.

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/06/22/estilo/1498146077_382862.html

domingo, setembro 17, 2017

As Feridas Do Círculo Familiar São As Que Mais Demoram Para Sarar

As Feridas Do Círculo Familiar
São As Que Mais Demoram Para Sarar

As feridas geradas no círculo familiar causam traumas, carências profundas e vazios que nem sempre conseguimos reparar. O impacto decorrente de um pai ausente, uma mãe tóxica, uma linguagem agressiva, gritos ou uma criação sem segurança e afeto trazem mais do que a clássica falta de autoestima ou os medos que é tão difícil superar. Muitas vezes a dificuldade para resolver muitos destes impactos íntimos e privados está em um cérebro que foi ferido muito cedo.
Não podemos nos esquecer de que o estresse experimentado ao longo do tempo em idades jovens faz com que a arquitetura de nosso cérebro mude, e com que estruturas associadas às emoções sejam alteradas. Tudo isso traz como consequência uma maior vulnerabilidade, um desamparo mais profundo que leva a um risco maior na hora de sofrermos de determinados transtornos emocionais. A família é nosso primeiro contato com o mundo social, e se este contexto não nutre nossas necessidades essenciais, o impacto pode ser constante ao longo de nosso ciclo vital.
Vejamos a seguir, detalhadamente, por que é tão difícil superar estas feridas sofridas na época mais inicial de nossas vidas.

A cultura nos diz que a família é um pilar incondicional (embora, às vezes, erre)
O último cenário em que alguém pensa que vai ser ferido, traído, decepcionado ou até abandonado é, sem dúvida, no seio de sua família. No entanto, isso ocorre com mais frequência do que imaginamos. Estas figuras de referência que têm como obrigação dar-nos o melhor, oferecer confiança, ânimo, positividade, amor e segurança às vezes falham voluntária ou involuntariamente.
Para uma criança, um adolescente e até para um adulto, experimentar esta traição ou esta decepção no seio familiar supõe desenvolver um trauma para o qual nunca estamos preparados. A traição ou a carência gerada na família é mais dolorosa do que a simples traição de um amigo ou companheiro de trabalho. É um atentado contra a nossa identidade e nossas raízes.

A ferida de uma família é herdada por gerações
·         Uma família é mais do que uma árvore genealógica, um mesmo código genético, que ter os mesmos sobrenomes.
·         As famílias compartilham histórias e legados emocionais. Muitas vezes estes passados traumáticos são herdados de geração em geração de muitas formas.
·         A epigenética nos lembra, por exemplo, que tudo que acontece em nosso ambiente mais próximo deixa um impacto em nossos genes.
·         Assim, fatores como o medo, o estresse intenso ou os traumas podem ser herdados entre pais e filhos.
·         Isso faz com que, em alguns casos, sejamos mais ou menos suscetíveis a sofrer de depressão ou reagir com melhores ou piores ferramentas diante de situações adversas.
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Ainda que estabeleçamos distância de nosso círculo familiar, as feridas seguem presentes
Em um dado momento, finalmente tomamos coragem: dizemos “chega” e cortamos este vínculo prejudicial para estabelecer uma distância da família disfuncional e traumática. No entanto, o simples fato de decidirmos dizer adeus a quem nos fez mal não traz, por si só, a cura da ferida. É um princípio, mas não a solução definitiva. Não é nada fácil deixar para trás uma história, dinâmicas, lembranças e vazios.
Muitas destas dimensões ficam presas à nossa personalidade, e inclusive em nosso modo de nos relacionarmos com os demais. As pessoas com um passado traumático costumam ser mais desconfiadas, têm mais dificuldade em manter relações sólidas. Quem foi ferido precisa, além disso, se sentir reafirmado; anseia que os demais preencham estas carências, por isso muitas vezes se sentem frustrados porque poucas pessoas lhes oferecem tudo de que precisam.

Podemos chegar a questionar a nós mesmos
Este talvez seja o mais complexo e triste. A pessoa que passou grande parte do seu ciclo vital em um lugar disfuncional ou no seio de uma família com estilo de criação negativo pode chegar a ver a si mesmo como alguém que não merece ser amado.
A educação recebida e o estilo de paternidade ou de maternidade em que fomos criados define as raízes da nossa personalidade e nossa autoestima.
O impacto negativo destas marcas é muito intenso; assim, muitas vezes a pessoa pode ter dúvida sobre a sua própria eficácia, sua valia como pessoa ou até se é digno ou não de cumprir seus sonhos. Nosso círculo familiar pode nos dar asas ou pode arrancá-las. Isso é algo triste e devastador, mas verdadeiro.
No entanto, há algo de que nunca podemos nos esquecer: ninguém pode escolher quem serão seus pais, seus familiares, mas sempre chegará um momento em que teremos a capacidade e a obrigação de escolher como vai ser nossa vida.
Escolher ser forte, ser feliz, livre e maduro emocionalmente é algo essencial, daí a necessidade de superar e curar nosso passado.

Publicado originalmente em Melhor com saúde.
http://www.portalraizes.com/feridas-circulo-familiar-sao-que-mais-demoram-para-sarar/



The Martins - The Promise - A Promessa


Tenho escutado essa música várias vezes durante a semana...ela tem me confortado de minhas angustias

Leia a tradução....Deus fez uma promessa preciosa a nós...Ele vai estar conosco


A Promessa

Nunca disse que lhe daria prata ou ouro
Ou que jamais sentiria o fogo ou tremeria no frio
Mas Eu disse que você nunca andaria por este mundo sozinho
E de que não tornaria este mundo em seu lar

Nunca disse que o medo não o encontraria à noite
Ou que a solidão era algo que você nunca teria que lutar
Mas disse que Eu estaria lá ao seu lado
E disse que sempre o ajudaria a lutar

Porque você sabe que fiz uma promessa que pretendo cumprir
Minha graça será suficiente no tempo de necessidade
Meu amor será a âncora em que você pode se agarrar
Esta é a promessa, esta é a promessa que Eu fiz a você

Nunca disse que os amigos jamais abandonariam a você
Ou que o mundo ao redor não lhe veria como um tolo
Mas disse como você certamente seria desprezado
Eu disse que Meus caminhos confundem os sábios

Não disse que jamais provaria o beijo amargo da morte
Ou ter que andar pelo frio rio Jordão pra descansar
Mas disse que com certeza o esperaria do outro lado
E disse que secaria cada lágrima que você chorasse

Pois você sabe que prometi que prepararia um lugar
E um dia, mais cedo do que você pensa, iria me ver frente a frente
E você vai cantar com os anjos e uma multidão incontável
Esta é a promessa, esta é a promessa que fiz pra você

Então, apenas continue andando não se desvie para a direita ou pra esquerda
E no meio da escuridão, deixe-Me ser Sua luz
Que o inferno não pode nos separar e vai atravessá-lo
Esta é a promessa, esta é a promessa que eu fiz para você
Oh, esta é a promessa, esta é a promessa que eu fiz para você

sábado, agosto 19, 2017

Porque eu não cantei quando visitei a sua igreja



Porque eu não cantei quando visitei a sua igreja

Foi uma alegria finalmente visitar sua igreja alguns Domingos atrás e louvar com os crentes de lá. Você sabe que eu estava esperando por isso há muito tempo. Como você prometeu, o pastor é um excelente comunicador e um homem que ama a Palavra de Deus. O sermão dele foi profundamente desafiador e levou a algumas grandes conversas com os meus filhos.
Agora, você perguntou por que parecia que eu não estava cantando. Eu sei que isso provavelmente foi um pouco estranho, então eu pensei em mandar uma breve explicação. Primeiramente, foi porque…
… eu não estava familiarizado com as músicas. A sua igreja tem um grupo de músicos tremendamente habilidosos liderando-a e foi uma verdadeira alegria ouvi-los tocar e cantar. O som deles é tão bom ao vivo quanto no álbum! Mas, a não ser que eu tenha perdido alguma coisa, todos os cânticos naquele Domingo foram tirados das músicas deles. Não houve hinos no culto e nem cânticos de louvor familiares. Então não é que eu não queria cantar, é só que eu não conhecia as músicas. Eu quero ser justo – toda igreja tem algumas músicas próprias, e não tem nada de errado nisso. Eu tentei acompanhar da melhor forma que pude para aprender algumas das músicas, mas mesmo assim…
… as músicas não eram congregacionais. A maioria delas pareciam ter sido escritas mais para a banda do que para a congregação. O que eu quero dizer é que elas eram imprevisíveis e frequentemente iam além do meu alcance vocal e da minha habilidade. Isso as tornou árduas para aprender e difíceis de cantar. Às vezes eu achei que tinha entendido, mas então…
... os cantores improvisavam. Duas vezes eles cantaram aquele coro final de um jeito, mas então na terceira vez eles fizeram algo que eu não previ e simplesmente não consegui acompanhar. Eu deveria acompanhá-los subindo as notas cada vez mais altas naquele coro final ou deveria ficar com a melodia original? Eu não queria estragar tudo, então achei que seria melhor ficar quieto. Eu poderia ter sido ajudado nisso, mas…
… eu não conseguia ouvir a congregação cantar. Eu queria aprender com as pessoas à minha volta, mas não conseguia ouvi-las. Muitas delas pareciam estar cantando junto, mas muito mais baixo do que a banda. Não me entenda mal, eu amo música alta e frequentemente aumento o volume a níveis ridículos quando estou em casa ou no meu carro. (Enquanto eu escrevo estas palavras, eu mesmo o coloquei em um nível desagradável.) Mas da forma como eu entendo Colossenses 3.16, um elemento chave para o louvor congregacional é ouvir a congregação. O canto está na área do ministério “uns aos outros”, o que significa que nós cantamos para as outras pessoas. Mas isso foi difícil, porque…
… parecia uma apresentação. Nós estávamos em um salão escuro sentados como em um teatro. A banda estava em um palco iluminado na frente do salão, cantando suas próprias músicas com o volume nas alturas. Isso estabelece um contexto que me pareceu mais um show do que uma igreja. Eu realmente gostei de assistir à banda e de ouvi-la, mas eu senti que ela estava fazendo em vez de facilitando o louvor. Então, no fim das contas eu simplesmente me sentei e aproveitei o show.
Agora, por favor, não pense que eu estou tentando reavivar as antigas guerras do louvor. E creio que haja espaço tanto para hinos tradicionais quanto para cânticos de louvor modernos. Eu amo todos eles! Mas o jeito como a música foi estruturada e implementada na sua igreja não foi propícia para o louvor congregacional. Foi bom, foi profissional, mas pensando sobre isso agora, não posso evitar pensar se talvez não tenha sido bom demais e profissional demais. Eu imagino que talvez o desejo por excelência possa ter roubado muito da sua utilidade. Vale a pena considerar: se o nosso desejo por excelência coloca a música fora de alcance para a congregação, talvez nós estejamos buscando uma definição errada de excelência.

http://canteasescrituras.com.br/2017/03/porque-eu-nao-cantei-quando-visitei-a-sua-igreja/
Por: Tim Challies. Copyright © 2017 Tim Challies. Original: Why I Didn’t Sing When I Visited Your Church
Tradução: Jemima S. L. Santos. Revisão: Filipe Castelo Branco. © 2017 Cante as Escrituras. Original: Porque eu não cantei quando visitei a sua igreja
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.
http://canteasescrituras.com.br/2017/03/porque-eu-nao-cantei-quando-visitei-a-sua-igreja/